segunda-feira, 4 de novembro de 2024

PRÓLOGO




Sabe,no meu primeiro post...acho que deveria explicar o porquê do nome do blog.Pois bem,é o que vou tentar agora......

Confesso que não sou fã de carteirinha do Bob Dylan e não conheço tantas músicas dele assim,mas entender o sentido dessa música (ou pelo menos eu acho que entendi) me fez querer compartilhá-lo com as outras pessoas.
Eu entendi que as respostas que mais procuramos são tão arbitrárias quanto o sentido do vento e que cabe a nós percebermos o sentido certo para achá-las.Entendi também,ou talvez isso eu tenha deduzido,que a vida tem o sentido que a dirigimos.....pra frente,pra trás ou pra lugar nenhum.
Sei que é uma música de protesto representando a luta dos direitos civis,mas acho que essa música é atemporal e representa muito mais do que isso.
Representa que as definições passadas a nós são apenas formas de nos dominar e de nos dizer como devemos ser e como devemos agir.Que esses padrões e estereótipos são formas de nos controlar.....que a liberdade não consiste em fazer o que te dá vontade....mas sim em ser como você realmente é e agir como realmente gostaria de agir.

Bom,e agora homenageando Zé Ramalho.....
Escute o que diz....o vento,my friend.O vento vai responder.

Passado....

Poxa...por que o passado tinha que ser imutável?

Eu sei,eu entendo que é um pergunta besta....óbvia e sem sentido.Mas quem é que não gostaria de ter uma máquina do tempo pra voltar naquele exato momento onde deveria ter beijado aquela garota? Ou então,aquele dia em que não foi naquele passeio da escola que todo mundo voltou falando a respeito.
Todos temos coisas em nossos passados que gostaríamos de mudar.....e não digo que me arrependo de alguma coisa que eu tenha feito....mas me arrependo de muita coisa que eu não fiz.
Mas sabe,acho que a chave pra uma consciência tranquila,é fazer no futuro o que você queria ter feito no passado,pois afinal....ainda temos todo o tempo do mundo,pelo menos enquanto estivermos nele.


PS:quando inventarem a máquina do tempo....é só me contactar aqui...tô disposto a fazer um empréstimo no banco ou vender meu rim pra ter a minha,de preferência com garantia de um ano (um só tá bom né....se quebrar é só voltar pra quando estiver funcionando hehe)

Aos Ateus Fanáticos! [3]

Podemos comparar o ateísmo à anarquia,por exemplo. Não teria dado certo se fôssemos anarquistas desde o princípio,certo? É como a teoria do Marx,onde teríamos (durante alguns séculos) de ir do capitalismo para o socialismo,com a ajuda do Estado,até que pudéssemos chegar numa sociedade perfeita e igualitária,que é o comunismo,e então,extinguiríamos o Estado.

O mesmo se aplica à religião,durante a história da humanidade. A religião teria surgido como meio de controlar a sociedade,e como meio de "amenizar" o medo da morte,inerente à natureza daqueles que pensam,até que a sociedade pudesse conviver tranquilamente,em paz,e as religiões pudessem ser "extintas" (entenda: todos virarem ateus,pensando por si mesmos).
O problema,é que alguns fanáticos alteraram completamente esse processo (tanto o primeiro quanto o segundo).
As religiões surgiram,para explicar aquilo que não se sabia (mitologia),para tentar "superar" o medo de a morte ser o fim absoluto (o que eu acho que torna as pessoas deístas: ou seja,sem uma religião definida,mas que acreditam em deus) e como forma de orientar as sociedades para que pudessem coexistir de maneira "organizada".

Repito: fanatismo é negação da razão.

Religião é mitologia.Faz parte da cultura de um determinado povo. Acontece,é que algumas religiões (entenda autoridades religiosas,não necessariamente as atuais) aproveitam para enfiar ali no meio algumas regras de conduta,que com certeza vai ao encontro dos interesses de alguém;seja dos "fiéis",seja dos pregadores.

Aos Ateus Fanáticos! [2]

Agressão não é maneira de conquistarmos nosso espaço.


Sou ateu,e nunca sofri preconceito ou coisa do tipo.Tá certo,às vezes as pessoas se chocam ao saber,mas eu nem ligo,aliás,até gosto um pouco.
O verdadeiro inimigo do ateísmo é o fanatismo,e não as religiões.Cada um crê no que quer,ou não crê. Não devemos tentar convencer as pessoas ao ateísmo,afinal,os "convertidos" não serão ateus de verdade. O retorno ao ateísmo (digo retorno,pois todos os homens nascem livres de religião) deve ser gradual,através de um processo de reflexão,compreensão e aceitação.

E a melhor maneira de o ateísmo ganhar seu espaço é colocar a cabecinha das pessoas pra funcionar.Não adianta nada agirmos como essa molecada mais impulsiva que já sai gritando pra todo lado contra os "believers".

Se eles tentam nos convencer de que estamos errados,não é tentando convencê-los de que eles estão errados que conseguiremos alguma coisa. A intenção é fazê-los perceber que nós estamos certos.Eles têm que chegar à essa conclusão sozinhos,e não por meio da nossa rebeldia.Isso é fanatismo.Ateu,mas fanatismo,e é tão desprezível quanto o fanatismo religioso.

Aliás,acho que esses ateus rebeldes que ficam tentando provar pro mundo inteiro que não existem divindades não são tão convictos de crença,e no fundo estão tentando provar a si mesmos os argumentos que defendem com tanta ira.
 
Fanatismo ateísta é tão babaca quanto qualquer fanatismo religioso. Fanatismo por fanatismo,eu prefiro ser fanático pelo Meu Tricolor e pela ciência.

Aos ateus fanáticos!

O verdadeiro ateu não é aquele que é contra as religiões,e sim aquele que simplesmente consegue analisá-las de uma maneira racional (e por analisá-las racionalmente,acaba não tendo uma).


Em tese,os princípios religiosos são admiráveis. Isso não significa que seus fiéis cumpram o que é dito ali. O defeito está na cabeça dos que seguem,e não nos princípios (salvo algumas exceções).
As religiões,tem como objetivo,orientar. A Bíblia,a Kabbalah e o Corão são apenas guias de conduta associados à mitologia da cultura em que foram escritos.
Somos animais,e por isso é da nossa natureza matar,roubar e etc. Isso não significa que todo mundo sairia por aí a todo momento matando e roubando,mas que faríamos num momento de raiva ou necessidade,se não fossem os valores morais e as leis.
Aos que me dizem: "mas e a culpa? sentimos culpa,então sabemos que é errado matar." Sim,nós sentimos culpa,mas pelo fato de que ninguém gosta de matar (você não vê animais matando por prazer,vê?). O que difere um psicopata de alguém normal,é que o psicopata não sente essa culpa. Aliás,ele não tem sentimento nenhum,por isso não tem remorso nem tem aquela vozinha na consciência dizendo "não é legal matar".
Porém,mesmo não gostando de matar,mataríamos se não fossem as leis e os valores morais que já estão intrínsecos à nossa sociedade. Vai me dizer que você,num momento de raiva,nunca sentiu vontade de estrangular alguém?

Você pode não aceitar,mas há valores religiosos dentro da sua cabeça (ou por acaso você já pensou em "pegar"  seu pai ou sua mãe?).
Entenda,que as religiões surgiram simultaneamente às sociedades,e que sem elas,o mundo teria sido uma anarquia (outro tema a ser discutido) do início até os dias de hoje.

A pulga atrás da minha orelha...

Tem uma coisa que anda me chateando....


Ultimamente,falar que é ateu (ou então que acredita em deus,mas não tem religião,o que alguns chamam erroneamente de "agnosticismo",e que seria na verdade uma espécie de deísmo) virou modinha entre os mais jovens.

Alguns dizem que são ateus,só porque são (os "Maria-vai-com-as-outras"). Alguns,mais revoltados,dizem que são porque pediram uma bicicleta ao Papai do céu quando crianças,e não receberam (exemplo absurdo,de pessoas que viraram ateias por frustração). E os outros,os deístas,a quem eu atribuo a crença em deus ao medo da morte,mas desvinculada a uma religião específica,também por frustração (com os religiosos,e não com deus).

Não considero isso como ateísmo. Não considero porque não é espontâneo. Não tem pensamento por trás dessa conclusão, o que a torna vazia. É isso que forma os "ateus revoltados" (essa mulecadinha que fica tacando pedra nos teístas por aí).

E isso é preocupante.

A Ferida Mal Cicatrizada

A Teoria da Evolução,conceito elaborado por Darwin,define que a vida na Terra foi evoluindo de organismos simples até as diferentes e complexas formas de vida que temos hoje. Assim sendo,o ser humano é apenas mais uma,na cadeia evolutiva.
Como meros animais,fazem parte do planeta,assim como suas ações. E como todo ser vivo,suas ações geram conseqüências que afetam de alguma forma o equilíbrio do Planeta.
Porém,é dito que essa espécie em particular,que se denomina mais evoluída,vai destruir o planeta em que vive. Exagero! O homem não é o primeiro e nem será o último a alterar o ambiente que o cerca. As grandes e as pequenas transformações no meio ocorrem de maneira natural,e o planeta vive em um contínuo equilíbrio de destruição e restauração.
O problema,é que o ser humano vem atrapalhando esse ciclo,agravando essas transformações,afetando em demasia a vida no planeta,num curto período. O Efeito Estufa,por exemplo. Esse famigerado vilão é na verdade um processo natural,onde cada ser vivo que libera gás carbônico na atmosfera tem a sua “parcela de culpa”,e que é responsável pela manutenção da temperatura constante na Terra. O que o homem vem fazendo,nesse caso,é acelerar esse processo. O que demoraria milhares de anos para acontecer,agora acontece em um ou dois. E é justamente essa brusca mudança que vem causando conseqüências tão drásticas.

O maior dos males na Terra não é a presença do homem,e sim,a maneira como este tem se comportado perante o planeta. Contrariando Millôr Fernandes,não somos o câncer do planeta. Somos aquela ferida mal cicatrizada,que quando não tratada,pode virar alguma coisa pior,mas se bem cuidada,pode voltar à condição natural de uma saudável parte do organismo. 

Questão de interesse

Não aguento mais discussões sobre quem está certo, quem está errado. Essa greve deixou há muito tempo de ser algo em prol do coletivo e passou a ser uma disputa de lados.

O importante agora é a vitória pessoal: muita gente, de ambos os lados, anda por aí comemorando a vitória como se fosse SUA. Virou ataque, de quem é contra a quem é a favor, e vice-versa.
Não há mais respeito. Se eu sou contra, sou um burguês alienado. Se sou a favor, é porque sou vagabundo e não quero aula.
E tem muita coisa errada nesse meio: manipulação de informação, desrespeito, boicote, cadeiraço, piadinhas, selos de deboche, páginas de deboche.
E não entendo essa raiva toda. Muita gente inventando sua própria definição e tomando-a como VERDADE ABSOLUTA.
Vi em algum dos milhares de grupos que surgiram depois do início dessa greve um rapaz (não cito nome porque não sei quem é) dizendo: "...temos liberdade democrática pra impedir...". Liberdade democrática pra impedir? Como isso? Impedimento não combina com liberdade, e teoricamente, muito menos com democracia.
Confesso que fiz piadinhas. Sou contra a greve desde o início por motivos além de ter aula e não acho que mudarei de opinião. Claro que quero ter minha aula, mas mais que isso, acho que greve é um método totalmente antiquado, que prejudica muito mais inocentes do que culpados. MUITO MAIS (é como explodir Brasília inteira: centenas de políticos corruptos, milhões de civis inocentes). Porém, tentei não ofender ninguém, com meu posicionamento.
Algo que me preocupa muito, é o período depois que essa greve acabar. Independentemente de como ela acabar, haverá sequelas no pós-greve. Consigo até imaginar um cenário de divisão política no câmpus: "ah, mas como você é amiga dele? Ele era contra a greve"; "ah, não vou nessa festa não, só vai grevista". Algumas pessoas já agem assim, mas meu medo é que isso torne-se comum e passe a ser o comportamento da maioria. Será que nesse período de greve deixamos de ser uns iguais aos outros, mesmo que em condições diferentes?
Mas o pior mesmo, é a questão do DIREITO. Acho até que essa palavra foi mais dita do que a própria palavra greve. Nessa briga de interesses, todos têm muitos "direitos", e o direito de cada um nunca é igual ao do outro. "Pensadores" argumentam que seu direito é total e o direito que o outro defende como dele, não existe, baseados na interpretação que mais lhes convêm do que está escrito na lei. Os argumentos do outro lado nunca são válidos. Falta bom senso.
Aos mais intolerantes, eu pergunto: por acaso você já considerou que pode estar errado?


PS: quando digo greve, não me refiro ao Movimento Estudantil em si. Acho que o Movimento Estudantil da UNESP Assis é muito maior e do que uma greve.
PS2: isso não é um texto contra a greve. Não tinha como não transparecer meu posicionamento no texto, mas minha intenção é fazer ambos os lados refletirem.